Cenário em 1 de Setembro

Até o dia primeiro de setembro de 2020, o número de casos confirmados de COVID-19 era de 3.908.272, dos quais 79,26% já se recuperaram da doença. O número de óbitos é de 121.381, correspondendo a 3,11% dos casos confirmados. Em relação ao total da população nacional, a contaminação é de 1,86% e os óbitos representam 0,058%.

Como mencionamos no último relatório, o número de novos casos está em queda desde o início de agosto. Mas, deve voltar a apresentar um crescimento leve nas próximas duas semanas. Já o número de novas mortes se mantem estável. De acordo com a previsão do dia 31 de agosto, essa tendência deve se manter nas próximas duas semanas e o número de mortes acumuladas deve chegar a 135.716. No mesmo dia, o número de casos acumulados deve chegar a 4.556.130.

Já o número de reprodução do Brasil, que estava em queda desde o início de julho, voltou a subir na última semana e está agora em 1,01. Esse dado, porém, se distribui de maneira desigual no país, 20 estados e o Distrito Federal apresentam um número de reprodução menor do que um, os outros estados apresentam um número entre 1 e 1,5. Somente Santa Catarina apresenta um número superior a 1,5.

O Brasil encontra-se hoje em 171 dias após o centésimo caso e a apresenta uma taxa de casos por habitantes de 18.597,79. Quando comparado a outros países no mesmo tempo epidemiológico, o Brasil é o quarto país com o maior número de casos por habitantes, atrás do Qatar, Bahrain e Kuwait. Já com relação às mortes por habitantes, o Brasil apresenta uma taxa de 577,6, ficando em quinto lugar, atrás Bélgica, Espanha, Reino Unido e Itália. Ao levarmos em conta os países que ainda não atingiram a marca de 171 dias, mas já ultrapassaram o Brasil em casos por habitantes, o Brasil cai para oitavo, ficando atrás, também, do Chile, Panamá, Peru e San Marino. Da mesma forma, o Brasil encontra-se em nono em mortes/habitantes, com Andorra, Chile, Peru e San Marino também superando sua taxa.

Com relação aos estados do Brasil, Roraima, Distrito Federal e Amapá apresentam as maiores taxas de casos por habitantes, com 71.840, 53.741 e 51.072. Já com relação às mortes, Roraima, Rio de Janeiro e Ceará apresentam as maiores taxas, com 969, 930 e 921. Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná apresentam as menores taxas de mortes (MG 252, PR 288 e RS 302) e casos por habitantes (MG 10.230, PR 11.536 e RS 11.058).