Cenário em 17 de Agosto

Até o dia 17 de agosto de 2020, o número de casos confirmados de coronavírus é de 3.359.570, dos quais 73,77% já se recuperaram da doença. O número de óbitos é de 108.536, correspondendo a 3,23% dos casos confirmados. Em relação ao total da população, a contaminação é de 1,6% e os óbitos representam 0,052%.

De acordo com a previsão realizada no dia 17 de agosto, o quadro de crescimento mais acentuado do número de novos casos, observado nas últimas semanas, se revertou e agora volta a apresentar um crescimento linear.
A expectativa é de que o número de casos acumulados ultrapasse a marca de 4 milhões nas próximas duas semanas. A taxa de mortalidade está em queda desde o começo de maio e deve chegar a 3,1% até o início do mês de agosto. O número de mortes segue constante e próximo ao pico desde maio. No dia 31 de agosto, esse número deve chegar a 124.443.

O número efetivo de reprodução para o Brasil, que estava subindo nas últimas semanas, voltou a cair e encontra-se agora em 0.99. Nenhum estado brasileiro apresenta um número de reprodução acima de 1,5. As últimas estimativas indicam valores inferiores à 1 em 13 estados e no Distrito Federal, a saber, Acre, Amazonas, Roraima, Rondônia, Amapá, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas e Sergipe. Os outros estados apresentam um número de reprodução entre 1 e 1,5. Vale ressaltar que, com excessão do Pará, Tocantins e Bahia, todos os estados do norte e nordeste brasileiros apresentam valores abaixo de 1.

A heterogeneidade mencionada no parágrafo acima também pode ser observada nos números de casos e mortes.
Treze estados tiveram um pico no número de mortes há mais de um mês, todos eles também apresentam altas taxas de mortes por milhão de habitantes. Com excessão do Rio de Janeiro e do Espírito Santo, todos esses estados fazem parte do Norte e Nordeste do país. Enquanto 16 estados apresentam uma tendência de queda no número de novas mortes, dez estados e o Distrito Federal mantém números de mortes diárias próximas ao pico há mais de 10 dias. Dentre essas onze unidades federativas, oito também apresentam baixas mortes por milhão de habitantes, possivelmente indicando que esses ainda se encontram em um período mais inicial da pandemia, a saber, Bahia, Mato Grosso do Sul, Paraná, Tocantins, Minas Gerais, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Goiás.

Com relação ao percentual de casos por número de habitantes, Roraima, Amapá e Distrito Federal apresentam as maiores taxas. Nesses estados, o percentual de infectados em relação ao total da população é, respectivamente, de 6,5%, 4,7% e 4,6%. Já Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná exibem as menores taxas, com 0,83%, 0,86% e 0,93%.
Roraima, Amazonas e Ceará possuem as maiores taxas de mortes por habitantes, com 0,094%, 0,095% e 0,085%. Em contrapartida, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Paraná apresentam as menores taxas de mortes por habitantes, com 0,02%, 0,024% e 0,023%.

Vale destacar também que os estados do Sul apresentam aproximadamente 9,71% dos casos do país; o Centro-Oeste, 10,52%, o Norte, 14,25%, o Nordeste, 30,59% e o Sudeste, 34,94%. Isso demonstra que o Centro-Oeste, o Norte e o Nordeste apresentam um taxa maior de casos em relação ao número acumulado do país do que o percentual da população da região sobre a população total do país (respectivamente, 7,8%, 8,77% e 27,2%). Já o Sul e o Sudeste apresentam uma taxa menor de casos em relação ao número acumulado do país do que o percentual da população da região sobre a população total do país (respectivamente, 14,3% e 42,1%).