Cenário em 20 de julho

O Brasil atingiu, no dia 16 de julho, o marco de 2 milhões de casos de coronavírus. Até o dia 20 de julho de 2020, o número de casos confirmados foi de 2.118.646, dos quais 66,5% já se recuperaram da doença. O número de óbitos é de 80.120, correspondendo a 3,8% dos casos confirmados. Em relação ao total da população, a contaminação é de 1% e os óbitos representam 0,038%.

A previsão realizada no dia 20 de julho mostra um crescimento linear para novos casos. A expectativa é de que o número de casos acumulados chegue a 2,6 milhões nas próximas duas semanas. A curva de mortes ainda mostra uma quantidade diária elevada e segue com um comportamento constante há 7 semanas. A taxa de mortalidade está em queda desde o começo de maio e deve chegar a 3,7% até o final do mês. A previsão indica que o número de novas mortes vai permanecer estável com uma possibilidade de subida leve. No dia 3 de agosto, o número de mortes acumuladas deve chegar a 98.462.

O número efetivo de reprodução para o Brasil está em queda desde o dia 21 de junho e a estimativa atual é de 0,95. Nos estados, observa-se um quadro heterogêneo. As últimas estimativas do número de reprodução indicam valores inferiores à 1 em 13 estados e no Distrito Federal, a saber, Acre, Rondônia, Roraima, Pará, Maranhão, Ceará, Paraíba, Alagoas, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e Goiás. Os outros estados apresentam um número de reprodução entre 1 e 1,5. Nenhum estado apresenta valores acima de 1,5.

A heterogeneidade mencionada no parágrafo acima também pode ser observada nos números de casos e mortes.
Oito estados tiveram um pico no número de casos há mais de um mês e 12 estados apresentam uma tendência de queda no número de novos casos. Roraima, Amapá e Distrito Federal apresentam as maiores taxas de casos por habitantes. Nesses estados, o percentual de infectados em relação ao total da população é, respectivamente, de 4,2%, 4% e 2,7%. Já Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Paraná exibem as menores taxas, com 0,43%, 0,45% e 0,49%.
Ceará, Amazonas e Roraima possuem as maiores taxas de mortes por habitantes, com 0,079%, 0,076% e 0,071%. Em contrapartida, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Santa Catarina apresentam as menores taxas de mortes por habitantes, com 0,008%, 0,009% e 0,0095%.

Com relação à evolução de mortes, Amapá, Amazonas, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, apresentam números de óbitos totais equivalentes ou inferiores aos totais de 2019.
Vale destacar que todos os estados da região sul apresentam picos de mortes e casos recentes, assim como baixas taxas de mortes e casos por milhão de habitantes, indicando que os estados ainda se encontram em um estágio inicial da pandemia. Bahia, Paraíba, Minas Gerais e Goiás também apresentam quadros semelhantes.