Explicação sobre a grande variação das previsões dos dias 7 a 10 de maio

Os modelos de previsão dos dias 7 a 10 de maio apresentaram grandes diferenças nos resultados, especialmente nos números de novos casos. No dia 7 a previsão era de 277 mil casos acumulados ao final dos 14 dias seguintes, saltando para 294 mil no dia 8 e 407 mil no dia 9, para então retornar ao patamar de 277mil no dia 10. Previsões do final de abril e do início de maio indicavam um pico na semana entre o dia 3 e o dia 9 de maio, no entanto o que vimos foi um elevado número de novos casos entre os dia 6 e 9 que indicavam que o pico não havia chegado. A previsão do dia 7 ainda trabalhava com a hipótese do pico, entretanto, o elevado número de casos confirmados nos últimos dias fez com que as previsões dos dias 8 e 9 se adaptassem para um novo cenário com um pico mais adiante (ainda não previsto no horizonte de 14 dias). A previsão do dia 10, por sua vez, retornou aos patamares daquela do dia 7 e voltou a trabalhar com a hipótese de que o pico já passou. Estamos diante de dois cenários diferentes e os próximos dados publicados pelo Ministério da Saúde serão muito importantes para definir qual caminho a próximas previsões irão seguir. Este tipo de variação nas previsões pode acontecer nos próximos dias.

Do lado das mortes, também podemos observar uma variação anormal nas previsões dos últimos dias, todavia em menor escala. Apenas as previsões de mortes realizadas no dia 8 (21740 mortes acumuladas) apresentaram esta característica de quebra. As demais previsões estiveram todas entre 15 e 18mil.


A partir do dia 11 de maio, os relatórios do Rio de Janeiro e de São Paulo passarão a ter o gráfico com os erros absolutos percentuais médios das previsões realizadas no passado. Para mais informações sobre esta métrica de erro clique aqui.