O Cenário em 8 de Julho

O Brasil tem hoje 1.713.160 casos confirmados de coronavírus, dos quais 59,6% já se recuperaram da doença e 3,97% vieram à óbito. O número de óbitos é de 67.964. Esses números demonstram que 0,82% da população tiveram casos confirmados, 0,49% se recuperaram e 0,032% faleceram da doença.

A previsão realizada no dia 7 de julho mostra um crescimento ainda acelerado para novos casos e a expectativa é de que no dia 21 de julho esse número chegue a 2.368.225. A curva de mortes ainda mostra uma quantidade elevada de mortes diárias. Entretanto, a taxa de mortalidade está em queda desde o dia 17 de junho e espera-se que o percentual de óbitos caia para 3,53%. No dia 21 de julho o número de mortes acumuladas deve chegar a 83.542.

O Número Efetivo de Reprodução para o Brasil, como calculado no dia 06 de julho, vem caindo desde o dia 29 de junho e está em 1,15. Nos estados, observa-se um quadro heterogêneo. O número de estados que apresentam uma taxa de reprodução menor do que 1 caiu para 4: Pernambuco, Ceará, Pará e Amapá. Já o número de estados com uma taxa superior a 1,5 caiu para 3: Santa Catarina, Paraná e Roraima. Os outros 19 estados e o distrito federal apresentam uma taxa superior a 1 e inferior a 1,5.

Essa heterogeneidade também pode ser observada nos casos e mortes. Amapá, Roraima e Distrito Federal apresentam as maiores taxas de casos por população. Nesses estados, o percentual de infectados em relação ao total da população é de 3,61%, 3,18% e 2,13% respectivamente. Já Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul apresentam as menores taxas, com 0,03%, 0,031% e 0,031% respectivamente. A heterogeneidade do lado das mortes pode ser vista na figura abaixo. Os estados que aparecem mais para baixo são aqueles onde o máximo observado na média móvel de 14 dias de mortes aconteceu há mais tempo. As barras do lado direito mostram as mortes acumuladas por milhão de habitantes. Os estados onde este número ainda é muito baixo são aqueles que têm maior probabilidade de ainda estarem em um estágio mais atrasado da epidemia. Nestes casos, a pressão ao sistema de saúde ainda pode aumentar.