Previsões para estados, aplicativo e atualizações metodológicas

Previsões para Estados

A previsão mais atual, realizada no dia 15 de maio, conta com o lançamento de um aplicativo que apresenta as previsões para a maioria dos estados brasileiros. O aplicativo pode ser acessado através do relatório completo das previsões publicado diariamente.

Atualização Metodológica

A partir do dia 15/05, optamos por uma atualização metodológica para reportar as projeções. Até então, utilizamos o modelo de correção de erros (ECM). Entretanto, passaremos a utilizar um modelo Autorregressivo Vetorial Bayesiano (VARB). Um relatório técnico sobre o modelo será disponibilizado em breve.

A atualização metodológica se deu por dois motivos. Primeiro, maior disponibilidade de dados desde que se iniciou a pandemia, o que permite projeções mais desagregadas. Segundo, as especificidades do Brasil, um país de dimensão continental.

Quanto à disponibilidade de dados, desde que se iniciou a pandemia, a quantidade de dados vem aumentando. Isto permite a migração para modelos com mais parâmetros a serem estimados, e que, portanto, capturem dinâmicas mais ricas, mas sem comprometer a parcimônia das estimações.

Quanto às especificidades do Brasil, por ser um país desigual e heterogêneo, tratá-lo de forma uniforme é uma hipótese forte, embora necessária no estágio inicial da pandemia por conta dos poucos dados disponíveis. Além disso, no início da pandemia, esta hipótese era mais razoável já que os casos se concentravam nas cidades do Rio de Janeiro e, principalmente, de São Paulo. Conforme o vírus se difundia Brasil adentro, a solução encontrada até então foi projetar curvas de casos e mortes para dois grupos de municípios: com baixo e alto IDH. Hoje, a maior disponibilidade de dados já permite projeções no nível dos estados brasileiros, que serão agregadas para formar a previsão do Brasil.

Conceitualmente, a ideia de usar dados de países/regiões que estão à frente no tempo epidemiológico segue a mesma. Entretanto, usando dados agregados para o Brasil, os poucos países que estão à frente em sua maioria são países europeus e asiáticos cujas características socioeconômicas diferem muito da brasileira. Como o Brasil é bastante heterogêneo, a estimação desagregada por estados, que se encontram em diferentes tempos epidemiológicos e possuem dinâmicas próprias no que se refere a propagação do vírus, é mais flexível já que permite a inclusão de outros países para ajudar na previsão.

Os novos códigos para a estimação do novo modelo (VARB) podem ser obtidos aqui. A estrutura de dados é a mesma que do modelo anterior (ECM), e pode ser obtida aqui. A mudança metodológica diz respeito apenas ao procedimento de estimação. Seguiremos reportando as projeções com base nos modelos anteriores com frequência reduzida, entretanto acreditamos que a nova metodologia é mais fidedigna ao estágio atual da pandemia no Brasil. Os modelos por IDH continuam utilizando o ECM.